As piores 24h da viagem (ate agora)
15h Jaisalmer, apanho uma camioneta para Bhuj, no estado de Gujarat a 600 km de distancia.
Quando vi a carripana em que me estava a meter achei que nao podia ser verdade…
Bancos corridos, sem separacao entre cada lugar. Janelas enferrujadas. Ar condicionado nem ve-lo. Imagens de Shiva e flores decoravam a separacao entre o motorista e os passageiros. Apinhado! Quente! Sujo! A viagem promete ser longa… 16h aqui metida…
Dois outros turistas, a Liisa e o Rene, acompanham-me nesta odisseia. Ja estao habituados as camionetas mas sorriem compreensivos com o meu espanto.
16h primeira paragem, aldeia ainda no deserto.
Somos rodeados por uma multidao que nos olha sem pudor. A Liisa e o Rene tambem ja estao habituados a isto. Quando saimos de zonas turisticas, somos tao exoticos para eles como eles sao para nos, por isso olham-nos e seguem-nos como se fossemos macaquinhos num jardim zoologico… Muito constrangedor… Acho que prefiro os vendedores chatos.
22h paragem para jantar, barraca a beira da estrada
Uma barraca de Madeira com musica aos berros onde a Liisa e eu somos as unicas mulheres. Ha cama enferrujadas para descansar do caminho. Mais uma vez somos olhados sem pudor.
Nao confio no cheiro da comida por isso como um pacote de bolachas de agua e sal, gordurosas e meio velhas.
Estou a ficar deprimida…
23h – 6h Dentro da carripana…
Os dois homens e uma crianca pequena que vao sentados ao meu lado dormem e ressonam caindo para cima de mim. Sinto o calor humano dentro da camioneta. O cheiro podia ser pior mas… Tenho calor. Estou suja. A poeira do deserto penetra tudo e forma uma pasta laranja sobre a minha pele suada. Os meus pes estao a inchar a cada momento. Durmo um sono leve e pouco reparardor mas que pelo menos ajuda a passar o tempo. Que calor! Isto e um pesadelo!
9h Bhuj
Chegamos! 18h de inferno! Nem acredito no inchaco dos meus pes. Ainda por cima um bicho mordeu-me o tornozelo e mal posso por o pe no chao… Socorro!
Mas ainda ha mais… A 200 interminaveis metros da paragem encontro os jeeps que me levaram a Mandvi. Uma vez mais aperto-me num banco onde vai mais gente do que a que cabe. Ar condicionado? Era bom, era!
10h30 Mandvi, hotel Sahara (recomendado pelo Rough Guide sabesse la porque, este vai ter direito a mail de reclamacao)
Um antro. Demasiado mau. No primeiro quarto que me mostram a casa de banho esta manchada de tudo por todo o lado… nao quero nem imaginar o que aconteceu ali… No Segundo quarto nao ha agua, mas estou tao cansada que fico. Adormeco com os pes para cima para tentar resolver o inchaco.
13h Tenho fome… (nao comi mais nada depois das bolachas)
Ainda nao ha agua. Arrasto-me para o restaurante mais proximo, suja, esfomeada onde encontro uma inglesa que me recomenda o hotel onde ela esta. Olha-me compreensiva e pergunta ha quanto tempo estou na India. Uma semana… ainda nao me habituei… estou a beira das lagrimas.
14h Discuto com o dono do Sahara.
Ainda nao ha agua e quero usar as poucas forcas que o almoco me deu para sair dali . Acabo por lhe dar 50 Rupias (1 euro mas nao lhe devia ter dado nada) e vou-me embora. Ainda com os pes inchados faco de Rickshaw os 800 metros que separam os dois hoteis.
14h30 Rukmavati Hotel
Um quarto limpo! Um duche! Uma cama!
ESTOU NO PARAISO!
Quando vi a carripana em que me estava a meter achei que nao podia ser verdade…
Bancos corridos, sem separacao entre cada lugar. Janelas enferrujadas. Ar condicionado nem ve-lo. Imagens de Shiva e flores decoravam a separacao entre o motorista e os passageiros. Apinhado! Quente! Sujo! A viagem promete ser longa… 16h aqui metida…
Dois outros turistas, a Liisa e o Rene, acompanham-me nesta odisseia. Ja estao habituados as camionetas mas sorriem compreensivos com o meu espanto.
16h primeira paragem, aldeia ainda no deserto.
Somos rodeados por uma multidao que nos olha sem pudor. A Liisa e o Rene tambem ja estao habituados a isto. Quando saimos de zonas turisticas, somos tao exoticos para eles como eles sao para nos, por isso olham-nos e seguem-nos como se fossemos macaquinhos num jardim zoologico… Muito constrangedor… Acho que prefiro os vendedores chatos.
22h paragem para jantar, barraca a beira da estrada
Uma barraca de Madeira com musica aos berros onde a Liisa e eu somos as unicas mulheres. Ha cama enferrujadas para descansar do caminho. Mais uma vez somos olhados sem pudor.
Nao confio no cheiro da comida por isso como um pacote de bolachas de agua e sal, gordurosas e meio velhas.
Estou a ficar deprimida…
23h – 6h Dentro da carripana…
Os dois homens e uma crianca pequena que vao sentados ao meu lado dormem e ressonam caindo para cima de mim. Sinto o calor humano dentro da camioneta. O cheiro podia ser pior mas… Tenho calor. Estou suja. A poeira do deserto penetra tudo e forma uma pasta laranja sobre a minha pele suada. Os meus pes estao a inchar a cada momento. Durmo um sono leve e pouco reparardor mas que pelo menos ajuda a passar o tempo. Que calor! Isto e um pesadelo!
9h Bhuj
Chegamos! 18h de inferno! Nem acredito no inchaco dos meus pes. Ainda por cima um bicho mordeu-me o tornozelo e mal posso por o pe no chao… Socorro!
Mas ainda ha mais… A 200 interminaveis metros da paragem encontro os jeeps que me levaram a Mandvi. Uma vez mais aperto-me num banco onde vai mais gente do que a que cabe. Ar condicionado? Era bom, era!
10h30 Mandvi, hotel Sahara (recomendado pelo Rough Guide sabesse la porque, este vai ter direito a mail de reclamacao)
Um antro. Demasiado mau. No primeiro quarto que me mostram a casa de banho esta manchada de tudo por todo o lado… nao quero nem imaginar o que aconteceu ali… No Segundo quarto nao ha agua, mas estou tao cansada que fico. Adormeco com os pes para cima para tentar resolver o inchaco.
13h Tenho fome… (nao comi mais nada depois das bolachas)
Ainda nao ha agua. Arrasto-me para o restaurante mais proximo, suja, esfomeada onde encontro uma inglesa que me recomenda o hotel onde ela esta. Olha-me compreensiva e pergunta ha quanto tempo estou na India. Uma semana… ainda nao me habituei… estou a beira das lagrimas.
14h Discuto com o dono do Sahara.
Ainda nao ha agua e quero usar as poucas forcas que o almoco me deu para sair dali . Acabo por lhe dar 50 Rupias (1 euro mas nao lhe devia ter dado nada) e vou-me embora. Ainda com os pes inchados faco de Rickshaw os 800 metros que separam os dois hoteis.
14h30 Rukmavati Hotel
Um quarto limpo! Um duche! Uma cama!
ESTOU NO PARAISO!
1 Comments:
Olá Sofia! Parabéns mais uma vez pela viagem e pelo blog. Com todas estas aventuras até já te olho com outro respeito... q corajosa!!
Aqui te continuarei a acompanhar e a torcer por ti. Bjs, Mariana SC
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