Como queiras...
Acordei com o comboio já parado na estação. São 7 da manhã. Perfeito! Uma noite bem dormida e acordo do outro lado na Índia.
Um pouco estremunhada mas bem disposta começo a dirigir-me ao hotel onde tinha pensado ficar mas ele tem outras ideias. Quer parar no balcão de informação e talvez ficar num hotel perto da estação. Espero-o afastada do mar de gente que empurra e grita a volta do dito balcão. Começo logo a ficar nervosa com a descrição pouco simpática que ele faz do homem que o atendeu ao regressar. Não havia de estar impaciente o pobre coitado a estas horas, com esta inundação de gente e o turista a perguntar se é melhor ir de comboio ou de camioneta... Estamos na estação de comboios... Não digo nada.
Bom. Vamos embora. De rickshaw que não estou para mais caminhadas de mochila as costas para poupar 40 cêntimos. "Como queiras..."
Encontrar hotel foi uma pequena odisseia... Onde eu tinha escolhido (que tinha muito boa pinta) começam os problemas. Se há dormitorio, se não há. Se o quarto single era o único, se não era... Sei que a culpa não é dele mas culpo-o porque se estivesse sozinha nada disto acontecia e em 15 minutos já estaria instalada.
"Seguimos para outro?" "Como queiras..."
Ele arrastasse atrás de mim (está doente mas podia fazer um esforço, anda a arrastar-se há 4 dias sem um sorriso...) Andamos de porta em porta, de rua em rua, até ao Cristal Hotel. 2 quartos impecaveis por 150 rp (3 euros) cada um. Perfeito! Um duche quente! Fico feliz outra vez. Ainda por cima mesmo em frente há um lavandaria com maquinas de lavar roupa a sério! A minha roupa encardida de ser mal lavada a mão, toda limpinha outra vez! Agora estou radiante!
Pequeno-almoço. "Vamos aquele? Tem boa pinta!" "Como queiras..." E sentasse a minha frente com cara de enterro. Ora bolas! Que chatice!
Falamos do que fazer hoje e nos próximo dias e começo a ficar impaciente com ele e comigo...
O pior é que tudo o que é indiano lhe parece horrível. A forma de falar, a forma de tratar os clientes, os passageiros dos comboios, os miúdos que andam a pedir "Two rupees! Two rupees!" (aos japoneses pedem 20 e as vezes mais! espertos!), a lentidão de todos os processos, os vendedores "Come see my shop! Just looking, no buying!", os condutores de rickshaw que abrandam ao nosso lado "where are you going?"... Não vou dizer que estes são os melhores aspectos da Índia, mas para que lutar contra a maré? E ainda por cima de mau humor... Até posso explicar ao revisor que acho que ele esta a ser antipático, seja lá qual for a utilidade disso, mas não posso deixar que a antipatia dele me afecte a mim, transformando-me a mim numa antipática.
Pouco a pouco, deixo-me influenciar por esta forma negativa de ver a Índia e também eu respondo mal, deixo de sorrir, carrego uma nuvenzinha negra sobre a cabeça...
Sinto-me culpada mas não posso continuar a viajar com ele. É bom rapaz, é boa pessoa, mas tem um problema grave de negatividade. Deixa-me ansiosa, tudo parece mais difícil!
Separamo-nos. "Como queiras..." É como se tivesse abandonado uma criança de 5 anos...
Um pouco estremunhada mas bem disposta começo a dirigir-me ao hotel onde tinha pensado ficar mas ele tem outras ideias. Quer parar no balcão de informação e talvez ficar num hotel perto da estação. Espero-o afastada do mar de gente que empurra e grita a volta do dito balcão. Começo logo a ficar nervosa com a descrição pouco simpática que ele faz do homem que o atendeu ao regressar. Não havia de estar impaciente o pobre coitado a estas horas, com esta inundação de gente e o turista a perguntar se é melhor ir de comboio ou de camioneta... Estamos na estação de comboios... Não digo nada.
Bom. Vamos embora. De rickshaw que não estou para mais caminhadas de mochila as costas para poupar 40 cêntimos. "Como queiras..."
Encontrar hotel foi uma pequena odisseia... Onde eu tinha escolhido (que tinha muito boa pinta) começam os problemas. Se há dormitorio, se não há. Se o quarto single era o único, se não era... Sei que a culpa não é dele mas culpo-o porque se estivesse sozinha nada disto acontecia e em 15 minutos já estaria instalada.
"Seguimos para outro?" "Como queiras..."
Ele arrastasse atrás de mim (está doente mas podia fazer um esforço, anda a arrastar-se há 4 dias sem um sorriso...) Andamos de porta em porta, de rua em rua, até ao Cristal Hotel. 2 quartos impecaveis por 150 rp (3 euros) cada um. Perfeito! Um duche quente! Fico feliz outra vez. Ainda por cima mesmo em frente há um lavandaria com maquinas de lavar roupa a sério! A minha roupa encardida de ser mal lavada a mão, toda limpinha outra vez! Agora estou radiante!
Pequeno-almoço. "Vamos aquele? Tem boa pinta!" "Como queiras..." E sentasse a minha frente com cara de enterro. Ora bolas! Que chatice!
Falamos do que fazer hoje e nos próximo dias e começo a ficar impaciente com ele e comigo...
O pior é que tudo o que é indiano lhe parece horrível. A forma de falar, a forma de tratar os clientes, os passageiros dos comboios, os miúdos que andam a pedir "Two rupees! Two rupees!" (aos japoneses pedem 20 e as vezes mais! espertos!), a lentidão de todos os processos, os vendedores "Come see my shop! Just looking, no buying!", os condutores de rickshaw que abrandam ao nosso lado "where are you going?"... Não vou dizer que estes são os melhores aspectos da Índia, mas para que lutar contra a maré? E ainda por cima de mau humor... Até posso explicar ao revisor que acho que ele esta a ser antipático, seja lá qual for a utilidade disso, mas não posso deixar que a antipatia dele me afecte a mim, transformando-me a mim numa antipática.
Pouco a pouco, deixo-me influenciar por esta forma negativa de ver a Índia e também eu respondo mal, deixo de sorrir, carrego uma nuvenzinha negra sobre a cabeça...
Sinto-me culpada mas não posso continuar a viajar com ele. É bom rapaz, é boa pessoa, mas tem um problema grave de negatividade. Deixa-me ansiosa, tudo parece mais difícil!
Separamo-nos. "Como queiras..." É como se tivesse abandonado uma criança de 5 anos...
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