quinta-feira, dezembro 01, 2005

Heaven! I'M IN HEAVEN!

Nao e exagero! E isso que sinto!

Ao aterrar, ver esta ilha maravilhosa, a surgir do mar durante o amanhecer foi espectacular. E havia mil embarcacoes! Cargueiros, barcos de passageiros, cortando a agua lentamente (ou assim me parecia do aviao) dirigindo-se, como se atraidos por uma forca especial, para SINGAPURA.

Fico fascinada com o aeroporto... esta tudo tao limpo... tao bem cuidado... no caminho para o metro (MRT) deparo-me com um cantinho feng-shui. Uma cascata artificial numa parede de granito cinzento escuro terminando num lago com pequenas arvores e arbustos. Apetece-me sentar-me ali e ficar a olhar para a agua a cair a manha toda.



No metro (de superficie) vou maravilhada. Espaco, agua, verde, luz.

Saiu numa estacao que desemboca num centro comercial.
Ha uns meses teria fugido. Hoje passeio-me pelos corredores, encantada.

Vou para o hotel a pe, e perto. Pareco uma crianca a olhar cada aranha-ceus ate la'ciiimaaa.

Sorriu sem saber porque, ou sabendo, saboreando cada momento desta volta ao meu mundo. Que sorte tenho, de poder estar aqui!

O hotel e fa-bu-lo-so! Limpo! Cheira bem! Os duches tem daqueles reguladores para fazer massagens! E ha sempre agua quente! E ha maquinas de lavar roupa na cave que funcionam com uma moeda! E posso beber agua da torneira! Estou numa especie de pousada de juventude, atencao, a dormir num dormitorio de 6 com casa de banho ao fundo do corredor. Nao pensem que fugi para o Ritz. Mas sinto-me como se estivesse la!

Durante todo o dia vivo esta sensacao intensamente. Esta descoberta dos nossos luxos. Caixotes do lixo pela rua. Electricidade constante (nao ha nem o barulho, nem a poluicao dos geradores). Passeios bem empedrados. Ruas ajardinadas. Esculturas de arte comtemporanea. Nao ha buracos. O transito flui, sem apitos. As linhas brancas parecem recem pintadas. Os predios tambem. Carros modernos. Nao ha caes vadios. Cheira bem.

E claro... a maior diferenca de todas...
o que estou a pensar... a sentir....
mas me custa dizer...
nao ha pobreza para me chocar...
nao me refiro a pobreza mais obvia...
nao me refiro so aos meninos sujos, vestidos com trapos...
refiro-me a maioria das pessoas que me rodeiam na rua.
Em Delhi, em Chennai, em Calcuta, a maioria das pessoas, viasse que tinham pouco pelas roupas gastas, pelas rugas, por irem a empurrar uma carroca... aqui nao.
Aqui vejo a febre consumista do ocidente em todo o seu esplendor...

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Está visto que o choque foi grande demais. É como no mergulho, devias ter passado por uma fase de descompressao...uma cidade como Lisboa, por exemplo. Onde as tudo funciona, mais ou menos. Só espero que essa senilidade toda seja temporaria! ;-) bjs, Diogo

02 dezembro, 2005  

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