Shaolin
Na Escola Tagou a organização tipo exército, o impressionante número de alunos (15.500!), cerca de 30 por instructor vs. o sistema tradicional chinês de uma aluno para cada Mestre, o elevado número de horas de treino fisico e estudo de disciplinas técnicas como matemática e inglês e a total entrega ao grupo apagam qualquer possibilidade de crescimento espiritual. Todos vestidos de casaco encarnado e calças pretas e divididos em grupos bem organizados estes alunos dão um novo sentido à frase “Exército Vermelho”.

Cheguei de manhã cedo com um novo companheiro de viagem conhecido no comboio, o irlandês Patrick. Não tivemos dificuldade em encontra a escola recomendada pelo Lonely Planet, instalada num edificio que poderia ser também um antigo hotel, é bem maior do que a escola em Wudang e as condições bem mais confortavéis.
Começamos as aulas de Tai’Chi nessa mesma tarde. Quero aprender a forma de 24 movimentos do estilo Yang. Não sei quanto tempo demorarei mas ajuda partilhar esta aprendizagem com um feveroso crente do Tai’chi que me emprestou livros e ajudou nos movimentos mais complicados.

Patrick e o Prof. Feijão
O nosso professor, Feijãozinho é a tradução literal do seu nome, é da velha escola, estudou 10 anos com um Mestre one-on-one. Com ele passamos 6 horas por dia. Quando está concentrado parece pertencer a um reino diferente, os seus movimentos transportam uma energia palpavél que emana dele e enche toda a sala deixando-nos em reverente silêncio. Mas os outros ocidentais e treinadores estão pouco interessados nesta poderosa Arte Marcial, aborrece-os a lentidão, preferem as acrobacias do Kung-Fu que aqui lhes ensinam... Em 4 dias aprendo a forma e deixamos Shaolin, com as pernas um pouco doridas, rumo a Xi’An e a outros Guerreiros mais antigos.

A espada foi só mesmo para a fotografia. :)
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